sexta-feira, 7 de março de 2008
Ai! Ai!.. Não me façam rir mais!...
De notícia da LUSA: "Questionado sobre se Gastão Salsinha tenciona entregar-se quando se cumpre um mês do duplo ataque, Longuinhos Monteiro respondeu "talvez"."
'tão a ouvir?!...
terça-feira, 4 de março de 2008
Que salsada, Salsinha!...
Decide-te, homem! Não abuses da sorte ou, como dizia o outro, ainda arriscas a que te "suicidem"!...
Ainda que mal pergunte...
Porque, raios, Xanana Gusmão ainda não foi a Darwin? O Presidente interino foi (claro, né?!...), o chefe da oposição foi (também claríssimo) mas o Primeiro-Ministro... "moita, carrasco!...". E depois daquela história ainda mal explicada de, aparentemente, ele ter sabido do que se passou em casa do Ramos Horta pouco depois de este ter sido atingido (ou até antes) e (também aparentemente) não ter mexido um dedo, o mínimo que se esperava é que fosse, em pessoa, dar um abraço ao seu PR para que não ficassem dúvidas.
Esquisito, não é? Mas há gente assim: esquisita! Será que está como uma das tais dores de costas que o deixam "p da vida"? Porque será?
Esquisito, não é? Mas há gente assim: esquisita! Será que está como uma das tais dores de costas que o deixam "p da vida"? Porque será?
domingo, 2 de março de 2008
À consideração superior
Preocupado com o facto de estarem 600 homens concentrados num só local e sem nada para fazer e tendo sido alertado pelo PM para o facto de na próxima semana eles terem de começar a desenvolver algumas actividades, permito-me respeitosamente trazer à consideração superior algumas actividades a realizar. A lista inclui:
a) subir um pau ensebado:

(com 600 pessoas e 10 paus vão levar mais de um mês a fazerem esta tarefa com sucesso);
b) puxar a corda:
c) hula-up:
(sorry! Só consegui esta foto para ilustrar do que falo mas os arcos são, em si mesmo, unisexo e tenho a certeza que os jogadores ficarão satisfeitos de poderem usá-los e assim mexerem os quadris sem deixarem cair o arco no chão)
d) corrida de sacos

e) e, finalmente, o meu favorito mas do qual não posso apresentar imagem: o jogo do "lá vai alho!".
"Neste jogo defrontam-se duas equipas com o mesmo número de elementos que pode ser variável. Depois de sorteada, uma das equipas coloca um dos seus elementos [a "mãe"], [de costas contra uma parede], com as mãos apoiadas nesta, dispondo-se os restantes elementos da equipa em fila, curvados (ou amochados) e com as mãos apoiadas nas ancas do parceiro da frente.
Os elementos da equipa adversária saltam um de cada vez para as costas (cachalitas) dos que se encontram a amochar, devendo gritar enquanto saltam: "Lá vai aaaaaaaalho!...".
Quando todos estão colocados nas costas da equipa que está amochada terão que contar até dez em voz alta. Perde o jogo a equipa que não cumpra todas as regras ou quando a equipa de baixo [a que amocha] não consiga aguentar a equipa de cima." (Descrição retirada daqui).
Estão a ver o sucesso de tal jogo com apenas 2 equipas de 300 marmanjos cada uma? Nem daqui a dois anos eles vão conseguir que os primeiros 300 aguentem com os segundos sem cairem! E depois serão mais 2 anos para a desforra! Que maravilha!...
Toca a mexer!...
PS - cheguei a pensar incluir nestas singelas e despretensiosas sugestões o jogo da malha. Porém, porque se pode considerar que, tal como a poesia, a "malha" é uma arma optei por não a incluir e sugiro vivamente que não seja utilizada. E isto apesar do espectáculo de rara beleza que o seu lançamento pode proporcionar, como no caso ilustrado abaixo.
a) subir um pau ensebado:

(com 600 pessoas e 10 paus vão levar mais de um mês a fazerem esta tarefa com sucesso);
b) puxar a corda:

c) hula-up:

(sorry! Só consegui esta foto para ilustrar do que falo mas os arcos são, em si mesmo, unisexo e tenho a certeza que os jogadores ficarão satisfeitos de poderem usá-los e assim mexerem os quadris sem deixarem cair o arco no chão)
d) corrida de sacos

e) e, finalmente, o meu favorito mas do qual não posso apresentar imagem: o jogo do "lá vai alho!".
"Neste jogo defrontam-se duas equipas com o mesmo número de elementos que pode ser variável. Depois de sorteada, uma das equipas coloca um dos seus elementos [a "mãe"], [de costas contra uma parede], com as mãos apoiadas nesta, dispondo-se os restantes elementos da equipa em fila, curvados (ou amochados) e com as mãos apoiadas nas ancas do parceiro da frente.
Os elementos da equipa adversária saltam um de cada vez para as costas (cachalitas) dos que se encontram a amochar, devendo gritar enquanto saltam: "Lá vai aaaaaaaalho!...".
Quando todos estão colocados nas costas da equipa que está amochada terão que contar até dez em voz alta. Perde o jogo a equipa que não cumpra todas as regras ou quando a equipa de baixo [a que amocha] não consiga aguentar a equipa de cima." (Descrição retirada daqui).
Estão a ver o sucesso de tal jogo com apenas 2 equipas de 300 marmanjos cada uma? Nem daqui a dois anos eles vão conseguir que os primeiros 300 aguentem com os segundos sem cairem! E depois serão mais 2 anos para a desforra! Que maravilha!...
Toca a mexer!...
PS - cheguei a pensar incluir nestas singelas e despretensiosas sugestões o jogo da malha. Porém, porque se pode considerar que, tal como a poesia, a "malha" é uma arma optei por não a incluir e sugiro vivamente que não seja utilizada. E isto apesar do espectáculo de rara beleza que o seu lançamento pode proporcionar, como no caso ilustrado abaixo.
sábado, 1 de março de 2008
Agora é que a porca torce/vai torcer o rabo!...
Despacho da LUSA reza assim:
Acantonamento dos peticionários é "um meio-sucesso" - Xanana Gusmão
Díli, 01 Mar (Lusa) - O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, classificou hoje um "meio-sucesso" o acantonamento de peticionários, antigos elementos das Forças Armadas que desertaram por se considerarem discriminados, que registou até hoje 581 entradas.
O acantonamento "é um meio-sucesso na medida em que ainda vamos ver como resolvemos os problemas dos peticionários", afirmou o primeiro-ministro no final de uma visita ao campo de Aitarak Laran, em Díli.
Pois é. Agora é que vão ser elas. Mas estranho que XG diga que "ainda vamos ver como resolvemos os problemas dos peticionários". Então ainda não tem uma estratégia para abordar o problema? Pedem às pessoas para se concentrarem e não sabem exactamente o que têm para lhes dizer/"oferecer"? Será possível? Não acredito.
Mas vamos ver alguns "pinsamentos" --- não definitivos, claro --- que me assaltaram ao reflectir sobre assunto.
1) Primeiro "pinsamento": o problema é complicado e não adianta muito, neste momento, andar a procurar culpados do que aconteceu;
2) Segundo: qualquer solução que se venha a encontrar nunca, nunquinha mesmo, será a ideal, a óptima, e que qualquer que ela seja trará consigo benefícios (colectivos e individuais) e custos (idem); o que há que cuidar é que os primeiros sejam maximizados e os segundos reduzidos à sua expressão mais simples;
3) Terceiro "pinsamento": considerar os "peticionários" como "rebeldes" não ajuda em nada já que até parece que andaram todos de "canhota" na mão a lutar contra as instituições democraticamente estabelecidas. Isso é uma deficiente interpretação da realidade, creio eu;
4) Daqui decorre o quarto "pinsamento": o de que há que encarar a hipótese (para mim muito próxima da realidade --- mas posso estar enganado, claro) de a grande maioria dos "peticionários" o serem por terem sido arrastados para tal situação por pessoas que consideravam seus líderes (fossem eles o próprio XG, como acusou Reinado, ou "arraia miúda" como o "Petite Salse" ou outro). Para a maioria deles há, provavelmente, que nos perguntarmos se não terão tido influência na sua opção sentimentos como o de pertença a um grupo determinado, numa lógica de família alargada em que todos, sob sabe-se lá que pressões dos outros membros da "família"/grupo, se unem contra a (suposta ou real) ameaça exterior. Em certo sentido, quase poderemos perguntar-nos se a adesão à "petição" não manifesta, em si mesma, uma versão (evidentemente deturpada) do "espírito de corpo" tão cara a qualquer força militar;
5) quinto "pinsamento": se o que fica imediatamente acima "tem pés e cabeça", parece-me que as duas soluções extremas --- reincorporar todos e passar uma borracha sobre o assunto como se nada se tivesse passado e não reintegrar ninguém --- são de excluir;
6) sexto "pinsamento": a solução de reintegrar todos parece-me particularmente infeliz pois (i) dará aos que ficaram nas fileiras a ideia de que não serviu de nada obedecerem à cadeia de comando; (ii) esta, a partir do topo, ficaria desautorizada e, tanto ou mais grave do que isso (iii) ficaria sempre com a impressão de que num momento de necessidade nacional essa mesma cadeia de comando poderia não funcionar como deve por haver uns quantos "xicos" que se poderiam lembrar de "hoje não me apetece ir para a guerra porque está a chover" ou porque o "rancho" estava uma porcaria. Seria "matar" qualquer hipótese de reconstituição de uma força militar nacional credível (este aspecto é muito importante porque acredito que um dos objectivos desta confusão toda é chegar-se a esta conclusão e tentar acabar com as FDTL; não seria a primeira vez nem a última, acredito...);
7) sétimo "pinsamento": a solução do problema poderá ter de passar por uma "sandes mista" em que se combine (i) a passagem à reserva dos principais responsáveis do que aconteceu --- sorry! Não há como evitar isto! Que agricultor, mesmo de abóboras, aceita "ervas daninhas" no seu terreno?; (ii) a aceitação da recandidatura à fileiras daqueles que, após um processo de avaliação do seu papel na confusão que se gerou --- e creio que a maior parte teve o chamado "papel de embrulho" ---, sejam considerados aptos para o serviço; (iii) a concessão de apoios que permitam, aos que o desejarem, algum tipo de reinserção produtiva na sociedade --- que não pode, porém, ser do tipo "qual é o teu 'preço'? Toma lá 3 anos de 'pré' (mais os 2 atrasados) e vai à tua vida".
8) oitavo "pinsamento": como se disse no início, não há soluções milagrosas, sem custos para ninguém e, principalmente, sem custos para Timor Leste. Assim sendo, todos terão de fazer um esforço para "engolir o sapo" que lhe couber no processo... E isto é válido para a hierarquia militar, para os políticos e para os próprios "peticionários".
9) nono e último "pinsamento": àqueles que pensam que esta solução (ou outra, desde que seja uma verdadeira e definitiva solução) impõe custos elevados (até financeiros) à sociedade timorense recordo apenas que em todas as sociedades há "bens públicos" que, naturalmente, têm custos e que estes não podem deixar de ser suportados pelos seus beneficiários: toda a sociedade. E que bem público mais precioso existe que a PAZ (sã, e não podre...)?
Acantonamento dos peticionários é "um meio-sucesso" - Xanana Gusmão
Díli, 01 Mar (Lusa) - O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, classificou hoje um "meio-sucesso" o acantonamento de peticionários, antigos elementos das Forças Armadas que desertaram por se considerarem discriminados, que registou até hoje 581 entradas.
O acantonamento "é um meio-sucesso na medida em que ainda vamos ver como resolvemos os problemas dos peticionários", afirmou o primeiro-ministro no final de uma visita ao campo de Aitarak Laran, em Díli.
Pois é. Agora é que vão ser elas. Mas estranho que XG diga que "ainda vamos ver como resolvemos os problemas dos peticionários". Então ainda não tem uma estratégia para abordar o problema? Pedem às pessoas para se concentrarem e não sabem exactamente o que têm para lhes dizer/"oferecer"? Será possível? Não acredito.
Mas vamos ver alguns "pinsamentos" --- não definitivos, claro --- que me assaltaram ao reflectir sobre assunto.
1) Primeiro "pinsamento": o problema é complicado e não adianta muito, neste momento, andar a procurar culpados do que aconteceu;
2) Segundo: qualquer solução que se venha a encontrar nunca, nunquinha mesmo, será a ideal, a óptima, e que qualquer que ela seja trará consigo benefícios (colectivos e individuais) e custos (idem); o que há que cuidar é que os primeiros sejam maximizados e os segundos reduzidos à sua expressão mais simples;
3) Terceiro "pinsamento": considerar os "peticionários" como "rebeldes" não ajuda em nada já que até parece que andaram todos de "canhota" na mão a lutar contra as instituições democraticamente estabelecidas. Isso é uma deficiente interpretação da realidade, creio eu;
4) Daqui decorre o quarto "pinsamento": o de que há que encarar a hipótese (para mim muito próxima da realidade --- mas posso estar enganado, claro) de a grande maioria dos "peticionários" o serem por terem sido arrastados para tal situação por pessoas que consideravam seus líderes (fossem eles o próprio XG, como acusou Reinado, ou "arraia miúda" como o "Petite Salse" ou outro). Para a maioria deles há, provavelmente, que nos perguntarmos se não terão tido influência na sua opção sentimentos como o de pertença a um grupo determinado, numa lógica de família alargada em que todos, sob sabe-se lá que pressões dos outros membros da "família"/grupo, se unem contra a (suposta ou real) ameaça exterior. Em certo sentido, quase poderemos perguntar-nos se a adesão à "petição" não manifesta, em si mesma, uma versão (evidentemente deturpada) do "espírito de corpo" tão cara a qualquer força militar;
5) quinto "pinsamento": se o que fica imediatamente acima "tem pés e cabeça", parece-me que as duas soluções extremas --- reincorporar todos e passar uma borracha sobre o assunto como se nada se tivesse passado e não reintegrar ninguém --- são de excluir;
6) sexto "pinsamento": a solução de reintegrar todos parece-me particularmente infeliz pois (i) dará aos que ficaram nas fileiras a ideia de que não serviu de nada obedecerem à cadeia de comando; (ii) esta, a partir do topo, ficaria desautorizada e, tanto ou mais grave do que isso (iii) ficaria sempre com a impressão de que num momento de necessidade nacional essa mesma cadeia de comando poderia não funcionar como deve por haver uns quantos "xicos" que se poderiam lembrar de "hoje não me apetece ir para a guerra porque está a chover" ou porque o "rancho" estava uma porcaria. Seria "matar" qualquer hipótese de reconstituição de uma força militar nacional credível (este aspecto é muito importante porque acredito que um dos objectivos desta confusão toda é chegar-se a esta conclusão e tentar acabar com as FDTL; não seria a primeira vez nem a última, acredito...);
7) sétimo "pinsamento": a solução do problema poderá ter de passar por uma "sandes mista" em que se combine (i) a passagem à reserva dos principais responsáveis do que aconteceu --- sorry! Não há como evitar isto! Que agricultor, mesmo de abóboras, aceita "ervas daninhas" no seu terreno?; (ii) a aceitação da recandidatura à fileiras daqueles que, após um processo de avaliação do seu papel na confusão que se gerou --- e creio que a maior parte teve o chamado "papel de embrulho" ---, sejam considerados aptos para o serviço; (iii) a concessão de apoios que permitam, aos que o desejarem, algum tipo de reinserção produtiva na sociedade --- que não pode, porém, ser do tipo "qual é o teu 'preço'? Toma lá 3 anos de 'pré' (mais os 2 atrasados) e vai à tua vida".
8) oitavo "pinsamento": como se disse no início, não há soluções milagrosas, sem custos para ninguém e, principalmente, sem custos para Timor Leste. Assim sendo, todos terão de fazer um esforço para "engolir o sapo" que lhe couber no processo... E isto é válido para a hierarquia militar, para os políticos e para os próprios "peticionários".
9) nono e último "pinsamento": àqueles que pensam que esta solução (ou outra, desde que seja uma verdadeira e definitiva solução) impõe custos elevados (até financeiros) à sociedade timorense recordo apenas que em todas as sociedades há "bens públicos" que, naturalmente, têm custos e que estes não podem deixar de ser suportados pelos seus beneficiários: toda a sociedade. E que bem público mais precioso existe que a PAZ (sã, e não podre...)?
Ai que saudades de ti, Gandhi!...
O que acho curioso em Timor Leste é que muita gente fala contra o estado de emergência e o recolher obrigatório --- e nomeadamente a sua extensão por um mês --- mas ninguém faz nadica de nada para o pôr em causa. Nomeadamente os partidos da actual oposição.
Ai se fosse com o Gandhi!... A estas horas já a FRETILIN tinha combinado uma patuscada dos seus deputados para as 21h59m no jardim à beira-mar em frente do Palácio do Governo. As mesas já lá estão e tudo...
Quem leva o tukir (mas tem de ser feito como mandam as regras: dentro de cana de bambu)? E os pastéis de bacalhau? Não se esqueçam dos pastéis de nata! E guardem um para ele... Deixem o vinho do Porto para mais tarde.
Ai se fosse com o Gandhi!... A estas horas já a FRETILIN tinha combinado uma patuscada dos seus deputados para as 21h59m no jardim à beira-mar em frente do Palácio do Governo. As mesas já lá estão e tudo...
Quem leva o tukir (mas tem de ser feito como mandam as regras: dentro de cana de bambu)? E os pastéis de bacalhau? Não se esqueçam dos pastéis de nata! E guardem um para ele... Deixem o vinho do Porto para mais tarde.
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