domingo, 16 de março de 2008
Lição de culinária: como picar salsinha
A quem possa interessar: http://technorati.com/videos/youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DnP3IgTPZ0CU
quinta-feira, 13 de março de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
A importância das pequenas GRAAAANDES coisas
Acabei há pouco de ouvir o Presidente Ramos Horta fazer as suas primeiras declarações após o atentado de que foi vítima.
Compreendo, naturalmente, o facto de as ter feito em inglês --- estava a falar para uma estação australiana --- mas não achei bem que, dadas as circunstâncias, não tivesse falado, em primeiro lugar, para os próprios timorenses. E isso devia ser feito em tetum, não em inglês --- nem mesmo na outra língua oficial do país, o português.
Podia até ter, DEPOIS, feito uma declaração em inglês do tipo urbi et orbi mas é nestas pequenas GRAAAAANDES coisas que acho que a maioria dos timorenses --- começando pelo seu Presidente --- ainda não internalizou o orgulho de ser timorense e independente.
Neste caso Ramos Horta SÓ PODIA ter feito as suas primeiras declarações para o seu próprio povo e na língua mais falada no país.
É esta falta de um nacionalismo saudável que me espanta na maioria dos timorenses. Para quando a mudança de atitude? E se os "mais velhos" não dão o exemplo, quem há-de dar?
Com o devido respeito, por vezes dá-me a sensação que muitos "malais" são mais "nacionalistas timorenses" que muitos timorenses. Não pode ser!...
Compreendo, naturalmente, o facto de as ter feito em inglês --- estava a falar para uma estação australiana --- mas não achei bem que, dadas as circunstâncias, não tivesse falado, em primeiro lugar, para os próprios timorenses. E isso devia ser feito em tetum, não em inglês --- nem mesmo na outra língua oficial do país, o português.
Podia até ter, DEPOIS, feito uma declaração em inglês do tipo urbi et orbi mas é nestas pequenas GRAAAAANDES coisas que acho que a maioria dos timorenses --- começando pelo seu Presidente --- ainda não internalizou o orgulho de ser timorense e independente.
Neste caso Ramos Horta SÓ PODIA ter feito as suas primeiras declarações para o seu próprio povo e na língua mais falada no país.
É esta falta de um nacionalismo saudável que me espanta na maioria dos timorenses. Para quando a mudança de atitude? E se os "mais velhos" não dão o exemplo, quem há-de dar?
Com o devido respeito, por vezes dá-me a sensação que muitos "malais" são mais "nacionalistas timorenses" que muitos timorenses. Não pode ser!...
terça-feira, 11 de março de 2008
ÚLTIMA HORA!... Marcelo Caetano tentou matar Ramos Horta!... Ó qu'isto chegou!...
Segundo notícia da LUSA
"Entre os rebeldes que continuam foragidos na região de Ermera está o suspeito de ter atingido o presidente, de nome Marcelo Caetano".
Credo! Que susto! O Marcelo Caetano a atacar o RH? Quem diria!... Ai Maromak! Este mundo está mesmo virado do avesso!...
"Entre os rebeldes que continuam foragidos na região de Ermera está o suspeito de ter atingido o presidente, de nome Marcelo Caetano".
Credo! Que susto! O Marcelo Caetano a atacar o RH? Quem diria!... Ai Maromak! Este mundo está mesmo virado do avesso!...
segunda-feira, 10 de março de 2008
Gostava de ser mosca...
... só para assistir ao ambiente em que decorreu o primeiro encontro entre RH e o senhor X!... Um mês depois dos acontecimentos de 11 de Fevereiro!...
E sem uma justificação pública para o facto!...
"Justificar?!... Eu tenho lá alguma coisa a justificar a alguém?!... Fui agora porque me apeteceu, ora essa!... Se me apetecesse nem tinha vindo!..."
Feitios...
E sem uma justificação pública para o facto!...
"Justificar?!... Eu tenho lá alguma coisa a justificar a alguém?!... Fui agora porque me apeteceu, ora essa!... Se me apetecesse nem tinha vindo!..."
Feitios...
sábado, 8 de março de 2008
Mãe, mulher, mulher timorense
Hoje é o Dia Internacional da Mulher e se a minha mãe fosse viva faria hoje anos! Sei que não foi por causa do seu aniversário que este dia foi escolhido para homenagear as mulheres... mas para mim é como se fosse. A cada um a sua mentirinha...
E ao lembrar-me da minha mãe ('tá quieta, lágrima!...) lembro-me também das mães de Timor e, em geral, das mulheres timorenses, essas grandes heroínas, a maior parte anónimas, da resistência e da luta pela independência ao sofrerem o que sofreram no corpo e na alma (porque não ficaste onde estavas, lágrima?!...) ao verem os seus filhos "triturados" pelo monstro da repressão indonésia.
Que todas as outras me perdoem --- principalmente as que sofreram na carne ainda mais que ela --- mas para mim há uma que será sempre a "mãe", a "mulher" timorense: aquela a quem eu costumo chamar "senhora professora", a Olandina Caeiro.
Ela recusa sempre o "epíteto" mas eu insisto: filho e neto de professores do ensino primário, habituei-me a ver nestes uma referência. E professor uma vez, professor se fica para toda a vida. Ser professor é uma função, não uma "mera" profissão. E a Olandina, agora com a sua ONG timorense, que outra coisa tem sido que professora toda a vida? Os livros é que são diferentes!
O meu primeiro encontro com ela marcou-me para sempre (lembras-te, António? Até lhe beijei as mãos!): a visão de uma mulher cheia de marcas de queimaduras de cigarros era coisa que até então me era completamente estranha e foi ao vê-la que passei a fazer dela a minha heroína "secreta"...
Em si, Olandina, no Dia da Mulher e no dos anos da minha mãe, presto a minha homenagem à Mulher Timorense! (bolas! Porque insistem em sair todas ao mesmo tempo?!... Não podiam ter ficado simplesmente a bailar onde estavam?!...)
E ao lembrar-me da minha mãe ('tá quieta, lágrima!...) lembro-me também das mães de Timor e, em geral, das mulheres timorenses, essas grandes heroínas, a maior parte anónimas, da resistência e da luta pela independência ao sofrerem o que sofreram no corpo e na alma (porque não ficaste onde estavas, lágrima?!...) ao verem os seus filhos "triturados" pelo monstro da repressão indonésia.
Que todas as outras me perdoem --- principalmente as que sofreram na carne ainda mais que ela --- mas para mim há uma que será sempre a "mãe", a "mulher" timorense: aquela a quem eu costumo chamar "senhora professora", a Olandina Caeiro.
Ela recusa sempre o "epíteto" mas eu insisto: filho e neto de professores do ensino primário, habituei-me a ver nestes uma referência. E professor uma vez, professor se fica para toda a vida. Ser professor é uma função, não uma "mera" profissão. E a Olandina, agora com a sua ONG timorense, que outra coisa tem sido que professora toda a vida? Os livros é que são diferentes!
O meu primeiro encontro com ela marcou-me para sempre (lembras-te, António? Até lhe beijei as mãos!): a visão de uma mulher cheia de marcas de queimaduras de cigarros era coisa que até então me era completamente estranha e foi ao vê-la que passei a fazer dela a minha heroína "secreta"...
Em si, Olandina, no Dia da Mulher e no dos anos da minha mãe, presto a minha homenagem à Mulher Timorense! (bolas! Porque insistem em sair todas ao mesmo tempo?!... Não podiam ter ficado simplesmente a bailar onde estavam?!...)
sexta-feira, 7 de março de 2008
Ministra da Educação: 1 -- Professores: 50000
Confesso que, por não me interessar directamente, não tenho acompanhado muito de perto a questão da avaliação dos professores e, em geral, das relações "pior que estragadas" entre a Ministra da Educação e os professores (do ensino secundário).
Mas hoje ao almoço "caiu a ficha".
De facto, depois de não nos encontrarmos há alguns meses, almocei com uma prima minha que começou a carreira em 1971, i.e, há quase 37 anos mas que, devido à idade, terá que trabalhar mais cerca de 5 anos para ter direito à reforma por inteiro, sem penalizações.
Recordo que é uma daquelas professoras que adora o contacto com os alunos, é respeitadíssima por eles e que (esta é minha...) é das tais que se não tivesse que pagar as cenouras, os bróculos e os caracóis (ambos adoramos caracóis...) pagaria de bom grado para poder dar aulas. E boas aulas, ainda por cima!
Ora o que me chocou foi ouvi-la dizer que está seriamente a pensar em pedir a reforma antecipada porque desde que esta ministra entrou em funções se fartou do que considera ser tanto ataque aos docentes. Mais: sente que os alunos estão a perceber que se estão tornando nos "reis da cocada preta" e fazem cada vez menos esforços para manterem o que restava de algum respeito pela instituição "Escola".
E quando uma mulher nestas condições (refiro-me à minha prima e não à ministra) me diz que está disposta a abandonar a profissão que adora por já não ter ânimo para continuar mais cerca de cinco anos, então é porque alguma coisa vai mesmo mal... E, segundo parece, reacções como a da minha prima não são únicas. Será que um sistema que gra reacções destas é um bom sistema? Ou, pelo menos, um sistema que não precisa de ser repensado?
Eu acho que se a ministra soubesse do caso da minha prima decidia, na hora, parar para pensar duas vezes....
Mas há uma outra perspectiva: a do próprio governo. Será que a ministra pensa que está a render votos ao governo? Evidentemente que não é para isso que um ministro, principalmente da educação, deve estar no seu ministério mas acho que cada um deveria ter o bom senso de se questionar permanentemente se está a ser um "activo" ou um "passivo" para o Governo a que pertence.
Claro que a vocação de um Ministro da Educação é, em qualquer dos casos e se quiser deixar obra que se veja NO BOM SENTIDO, ser um "passivo" a curto prazo e um "activo" a (muito) longo prazo.
Será que ela se apercebe que está a deixar o governo (e seu chefe) mais dependente dela do que o contrário? E deverá ser assim? Não me parece.
Quer isto dizer que na véspera da "manif dos dr's" eu defendo a demissão da ministra para que ela não arraste para o fundo o governo? Não. Tal como achei que foi uma asneira a saída do Ministro da Saúde também acho uma asneira a saída desta. Mas é uma pena que não se consiga juntar facilmente na mesma pessoa o bom gosto e o bom senso...
Porque será que eu sou das poucas, pouquíssimas, rarississimas excepções? :-)
Mas hoje ao almoço "caiu a ficha".
De facto, depois de não nos encontrarmos há alguns meses, almocei com uma prima minha que começou a carreira em 1971, i.e, há quase 37 anos mas que, devido à idade, terá que trabalhar mais cerca de 5 anos para ter direito à reforma por inteiro, sem penalizações.
Recordo que é uma daquelas professoras que adora o contacto com os alunos, é respeitadíssima por eles e que (esta é minha...) é das tais que se não tivesse que pagar as cenouras, os bróculos e os caracóis (ambos adoramos caracóis...) pagaria de bom grado para poder dar aulas. E boas aulas, ainda por cima!
Ora o que me chocou foi ouvi-la dizer que está seriamente a pensar em pedir a reforma antecipada porque desde que esta ministra entrou em funções se fartou do que considera ser tanto ataque aos docentes. Mais: sente que os alunos estão a perceber que se estão tornando nos "reis da cocada preta" e fazem cada vez menos esforços para manterem o que restava de algum respeito pela instituição "Escola".
E quando uma mulher nestas condições (refiro-me à minha prima e não à ministra) me diz que está disposta a abandonar a profissão que adora por já não ter ânimo para continuar mais cerca de cinco anos, então é porque alguma coisa vai mesmo mal... E, segundo parece, reacções como a da minha prima não são únicas. Será que um sistema que gra reacções destas é um bom sistema? Ou, pelo menos, um sistema que não precisa de ser repensado?
Eu acho que se a ministra soubesse do caso da minha prima decidia, na hora, parar para pensar duas vezes....
Mas há uma outra perspectiva: a do próprio governo. Será que a ministra pensa que está a render votos ao governo? Evidentemente que não é para isso que um ministro, principalmente da educação, deve estar no seu ministério mas acho que cada um deveria ter o bom senso de se questionar permanentemente se está a ser um "activo" ou um "passivo" para o Governo a que pertence.
Claro que a vocação de um Ministro da Educação é, em qualquer dos casos e se quiser deixar obra que se veja NO BOM SENTIDO, ser um "passivo" a curto prazo e um "activo" a (muito) longo prazo.
Será que ela se apercebe que está a deixar o governo (e seu chefe) mais dependente dela do que o contrário? E deverá ser assim? Não me parece.
Quer isto dizer que na véspera da "manif dos dr's" eu defendo a demissão da ministra para que ela não arraste para o fundo o governo? Não. Tal como achei que foi uma asneira a saída do Ministro da Saúde também acho uma asneira a saída desta. Mas é uma pena que não se consiga juntar facilmente na mesma pessoa o bom gosto e o bom senso...
Porque será que eu sou das poucas, pouquíssimas, rarississimas excepções? :-)
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